“
Alice encontrou o gato, que, como sempre sorria. E parecia simpático. Alice então arriscou e disse:
- Meu caro Gato, sinto-me tão isolada! Estou perdida, de fato. Nem mesmo sei mais quem sou. Ajude-me, por favor. Eu quero achar o caminho!
- Para onde você quer ir? – retrucou, de imediato, com muito zelo, o gato.
- Não sei, não tenho destino certo. Não sei se estou longe ou perto de onde quero chegar.
O gato, então, pôs-se a rir e disse, alto e bom som:
- Se não sabe aonde quer ir, todo caminho é bom…”
do livro “Alice no País das Maravilhas, Lewis Ca[gallery]rroll – adaptação de Nilson José Machado”
Ora, segundo o gato, todo caminho é bom, e isso é ruim. Como o bom pode ser ruim? É simples: ao escolhermos o bom, deixamos de escolher o ótimo – e este é o que nos faz realmente felizes.
Sim, estou pensando em escolha profissional, no “o que ser na vida”.
O peso desta decisão é maior em uns, menor em outros.
Já vi decisões fáceis que, depois de alguns meses, já dentro da Universidade, se tornaram arrependimento – a minha inclusive. Por outro lado, alguns alunos que se sentiam inseguros quanto à escolha, mostraram-se plenamente satisfeitos com o desenrolar de seu curso de ensino superior.
Nesta mistura de possibilidades, fico imaginando o quanto o “não ter ainda escolhido o caminho” influencia o desenrolar dos estudos. Ora, saber para “onde se vai” nos dá certezas que permitem construir sonhos, promove alegria, gera vontade, nos impulsiona sem que notemos. A incerteza, por sua vez, parece que nos impede construções mais sólidas do pensamento, nos relegando a questionamentos dispersos. – a perda de tempo e o cansaço emocional são as conseqüências imediatas.
E a escolha baseada em motivos que não dizem respeito ao coração? Creio ser esta a que mais nos engana, uma vez que nos dá a falsa impressão de que “tudo está bem, já escolhi o que quero ser na vida”. Porém, algo lá no fundo quer ser ouvido para poder dizer: “Quero outro futuro! Quero ser feliz!”. Fico imaginando de onde um aluno tira forças para a maratona de estudos à qual ele é submetido se não escolheu ainda seu futuro com o coração…
Maio 12, 2008 às 3:19 pm
Mas professor eu não sei como eu posso fazer para me encontrar e saber realmente o que eu quero ser até o resto da minha vida! Gostaria de algumas sugestões para me guiar nesse conflito que me encontro atualmente!
obrigada
=]
Maio 15, 2008 às 12:12 am
Essa questão não tem gabarito!